Estava escuro
mas não era preciso que eu forçasse os olhos
para notar que você estava sorrindo,
solenemente sorrindo.
Me aconcheguei em teu peito.
Meu rosto imaturo em meio àqueles ombros largos
que eu sempre fazia questão
de exaltar.
O gosto adocicado de seus lábios
ainda estavam nos meus.
Sabor vicioso
e o meu predileto.
Teus braços me envolviam
como grandes muralhas que
me acolhiam
e ironicamente me desafiavam.
Subi minha mão
e meu tato reconheceu a seda dos teus cabelos
claros
suados
e
bagunçados.
Foi então que eu percebi
que até mesmo a parte mais sem vida de você
me
deixa
eufórica.
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