o mais alto que você esteve
e havia outro corpo
embaixo
ao lado
atrás
de
mim.
você nunca vai estar na minha mente.
até quando eu mais devia pensar em ti
havia outro pensamento
no canto
no centro
debaixo
e
no
fim.
não ache,
meu bem
que foi díficil
te esquecer.
a verdade é que eu nunca
me lembrei
quem, afinal, era você
e diga o que quiser de mim
diga o quanto sou Lilith, indomável,
por te devolver os tons de púrpura impressos em meus braços
em forma de marcas
onde pulsa
a jugular.
me perdoe
por te clamar uma única vez
e sujar o chão de fluido
enquanto o joelho ralava nas frestas do piso.
você fez certo em me pôr pra fora
como se carrega um bicho de volta para a jaula.
inverteram-se os papéis
e eu fui muito bem treinada,
não hesitou
num fôlego
nem palpitou
um coração.
enquanto sua saliva salta
em energia cólera para fora da tua boca
e cita o meu nome faltando consoantes
digo apenas que
mesmo quando minhas palavras deveriam ser destinadas a você
meus lábios expeliam vogais
que não te pertencem.




