Amar é o risco,
amar é abrir mão,
é dar tudo de ti
sem saber se algum dia será retribuído.
Amar são pernas bambas
andando em linha reta
sem ter medo de cair.
Amar não é mais que a si mesmo
mas é muito além de si.
Amar é estar cheio
de algo que alguém nunca te deu.
Amar é a ideia de ver um sorriso
mesmo que o motivo
nunca te reconheça.
Amar é um frete grátis
para um destino
no Japão.
Amar é o manto negro
que cobre teus olhos
em meio às tuas escolhas.
Amar é um passo
sem se mexer.
Amar é um tiro cego
proposital
sem oscilar o dedo no gatilho.
Amar é sentir
sem nunca pedir de volta.
Amar é gostar tanto de um ser
que só o saber de sua existência
lhe dá o fruto do prazer.
Amar é uma chicotada nas costas
sem doer.
Amar é um salto da ponte
abraçado com um desconhecido.
Amar é a maior fé
que nos honrou a natureza.
Amar é hoje
sem esperar o amanhã.
Amar é descobrir isso
e correr para escrever um poema.
É perceber que faltam palavras
mas não lhe falta amor.
Amar não dói
e não fere.
Piabas.
Meia-noite
e eu tentando lembrar dos teus
olhos,
multicoloridos,
atravessando meu
corpo
como os dentes de uma pantera
cortam uma jugular.
Os olhos vermelhos
em herbácea
imensos à minha frente
- como se não houvesse
mais nada nesse mundo,
como se
o mundo se bastasse neles -
conduziam-me em arrepios
enquanto o colo
rebolava.
Lembrei-me que um dia
era aquele universo caleidoscópico,
policromático,
quem me cabia por
todas as manhãs de Primavera
e a quem inundei
nos dias de Verão.
Em meio ao ocre,
verde,
e um intruso dourado,
refletia-se em tons pastéis
o loiro do meu cabelo
e a curva dos meus seios.
Olhos dissimulados não me
largavam.
Iam à fundo.
Grudados
magnetizados
- eu positivo e você negativo.
Levavam embora tudo o que eu tinha,
roubavam
minha alma,
sem
pestanejar.
Incontingentes
instigantes
inconsoláveis.
Carregavam por aí tudo
o que eu já fora
alguma vez.
E tudo
o que
eu sempre
serei.
e eu tentando lembrar dos teus
olhos,
multicoloridos,
atravessando meu
corpo
como os dentes de uma pantera
cortam uma jugular.
Os olhos vermelhos
em herbácea
imensos à minha frente
- como se não houvesse
mais nada nesse mundo,
como se
o mundo se bastasse neles -
conduziam-me em arrepios
enquanto o colo
rebolava.
Lembrei-me que um dia
era aquele universo caleidoscópico,
policromático,
quem me cabia por
todas as manhãs de Primavera
e a quem inundei
nos dias de Verão.
Em meio ao ocre,
verde,
e um intruso dourado,
refletia-se em tons pastéis
o loiro do meu cabelo
e a curva dos meus seios.
Olhos dissimulados não me
largavam.
Iam à fundo.
Grudados
magnetizados
- eu positivo e você negativo.
Levavam embora tudo o que eu tinha,
roubavam
minha alma,
sem
pestanejar.
Incontingentes
instigantes
inconsoláveis.
Carregavam por aí tudo
o que eu já fora
alguma vez.
E tudo
o que
eu sempre
serei.
Euforia.
Um gole de citronada
e outra cabeça batendo na mesa
plaft,
plaft,
splash!
Rachou-se e jorrou sangue,
tragam-me mais uma.
Outro gole
e a mão dele está encostada na parede
enquanto a outra está
precisamente onde deveria estar.
“agora”
e o arfar tamborila os ouvidos
O maior gole
e a vida então é uma mão dupla:
o que vai, volta.
vai
e
volta.
vai-e-volta.
Sensações
materialismos
e pessoas,
principalmente
pessoas.
Elas vão e voltam
quando vem
e elas vão e voltam
quando vão.
Título.
| autrement adv | (d'une autre manière) | differently adv |
| some other way adv | ||
| by other means adv | ||
| On n'y arrivera pas comme ça, il faut s'y prendre autrement. | ||
| We won't get anywhere like this; we need to go about it differently. | ||
| autrement adv | familier (sinon) | otherwise adv |
| if not adv | ||
| Ils ont dû bien arriver, autrement ils nous auraient appelées. | ||
| They must have arrived, otherwise they would have called us. | ||
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